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Laudo Técnico de Engenharia - Teste de Prova de Carga - Brasília - DF.

Bem vindo ao meu blog Rudini Rodarte Arquitetura e Construção de engenharia e aqui utilizo uma linguagem de simples compreensão para fins de entendimento daqueles que são neófitos (leigos) no assunto e possam assim aprender de maneira mais fácil.

 

Quero agradecer a participação e a presença especial  do Engenheiro Civil Dr. Lenildo Santos da Silva.

 

 

Assunto de hojeTeste de Prova de Carga Não destrutivo com o uso de água.

Em nosso cotidiano de engenharia e também de pessoas comuns, surgem situações necessidades e também de dúvidas relacionados a resistência de algum elemento estrutural, seja pilar, viga ou até mesmo uma laje, sendo de maneira comum, escutarmos aquela velha pergunta – será quanto de peso eu posso colocar nessa laje “doutor”? Por vezes, vemos essa situação principalmente quando temos um caso aonde a arquitetura e projeto da residência, é de arquitetura térrea e o proprietário quer realizar um acréscimo construindo um andar acima do existente, há também outros exemplos como no caso de um comercio e o comerciante deseja colocar uma carga diferente em determinada laje, como um carro, alimentos ou etc, ou quando também possuímos um local e queremos fazer de auditório ou salão de festas. Enfim, diversas situações do cotidiano.

 

 

 Foto 01 - Estrutura de residência na região do Jardim Botânico em Brasília - DF.

 

 

Para tanto, diante da situação, podemos realizar algumas verificações no local com fins de verificação da estrutura existente e quando possível, analise do projeto de estrutura e de fundações para assim estipularmos uma carga possível para aquela área a ser utilizada a carga. Entretanto, esse método ele é de pouca segurança e servindo apenas para uma possível mensuração de carga pelo simples fator de desconhecermos como foi construído a edificação, os materiais utilizados e como foram aplicados.

 

 

 

Galeria de fotos diversas em Brasília - DF.

 

 

Não se desespere... Há sempre a uma luz no fim do túnel!

 

 

 

 

 

Para isso a engenharia civil possui diversos testes de verificação e hoje, nos ateremos ao teste de prova de carga não destrutivo utilizando a água como carga em piscinas de vinil sobre a laje utilizando como balizamento a norma NBR 6120.

 

 

Para isso precisamos de:

 

Piscinas de Vinil;

Deflectômetro;

Notebook;

Prancheta;

Engenheiro Civil especializado na área;

Caminhão pipa de água;

Tempo (muitas horas acompanhando os dados do lançamento da carga).

 

 

 Foto 2: Sistema de carregamento aplicado às lajes de um colégio em Águas Claras - DF.

 

 

 

 Foto 3: Sistema de carregamento aplicado às lajes de um colégio em Águas Claras - DF.

 

 

 

 Foto 4: Visão geral de um deflectômetro instalado.

 

 

 

Galeria de fotos relativas ao teste de carga não destrutivo.

 

Roteiro Resumido do Teste de Carga:

 

  1. Verificação da documentação existente da edificação (quando houver);

  2. Verificação dos elementos estruturais in loco que compõe a edificação (pilares, vigas e lajes);

  3. Desenvolvimento de paramentos de cargas possíveis a serem aplicadas sobre o elemento estrutural, no caso do vídeo, uma laje pré-moldada para fins de utilização de carga de auditório.

  4. Levantamento do material a ser utilizado, quantidade de água, vinil, deflectômetro, rádios e outros equipamentos afins do serviço;

  5. Instalação dos equipamentos e das piscinas;

  6. Aplicação da carga (água) gradativamente dependendo muito da estrutura que está sendo estudada e dos deslocamentos esperados, ou seja, é estabelecido um parâmetro de tempo de aplicação entre uma carga e outra e são coletados esses dados no deflectômetros de acordo com que são aplicadas as cargas. Para isso, aguardamos a estabilização da carga para assim coletarmos os dados e analisarmos os deslocamentos de acordo com o proceder do teste.

  7. Montagem da curva de deslocamento e a sua análise por planilha ou software (durante a execução do teste).

  8. Analise dos resultados obtidos e elaboração do laudo técnico atestando os resultados alçados.

 

Resumo desse teste:

 

Esse teste iniciou-se no dia 08/12/2017 em uma sexta-feira às 20:00 e deu seu termino no dia 10/12/2017 em um domingo às 12:00. Eram esperados 60 mil litros de água. Entretanto, a estrutura suportou de forma segura a metade desse valor, ou seja, 30 mil litros de água.

 

Veja o nosso vídeo a forma ao qual executamos esse ensaio / laudo técnico.

 

 Vídeo 01: de Laudo Técnico de Teste de Carga não Destrutivo.

 

 Vídeo 02: continuação de Laudo Técnico de Teste de Carga não Destrutivo.

 

 

Conclusão:

 

Esperávamos a resistência de carga de 300 kgf /m². Entretanto, com a análise dos dados, conseguimos chegar aos 200 Kgf /m², ou seja, de uma forma simples de se entender, pode-se fazer uso do local da cobertura assumindo de duas a três pessoas por metro quadrado.

 

Porém, neste caso específico devemos como profissionais alertar ao cliente que ele deve tomar o devido cuidado em relação a carga de cadeiras, mesas ou qualquer outro tipo de carga que será imposta sobre a laje e também o tipo de evento que será realizado por conta do efeito dinâmico na estrutura (pessoas andando, dançando ou paradas).

 

Sendo assim podemos chegar a conclusão de que nesta devida área pode-se submeter a carga de 300 pessoas tranquilamente haja vista da área possuir quase 300m². Contato, para que o cliente esperava o resultado foi extremamente satisfatório.

 

Pensando em fazer mais uma laje? Transforma laje de cobertura em área de lazer? Teste de resistência de pilar? Faça como o nosso cliente, entre em contato e solicite um orçamento para verificação de qual carga pode ser imposta a estrutura que você possua.

 

Trabalhamos também com projetos de arquitetura, estrutura, fundação, elétrico, hidráulico, esgoto, laudo técnico, obras, reformas e outros.

 

Quer saber mais um pouco sobre o nosso artigo? Logo abaixo estarei detalhadamente relatando-o.

 

Parte Técnica - Estudantes de engenharia, engenheiros ou arquitetos.

 

 

1. Introdução

 

Nós esperamos que a estrutura de concreto armado atenda os requisitos mínimos de funcionalidade, segurança e aspecto estético que lhe sejam exigidos em função das ações e influências urbanas (poluição, acidentes e etc) e ambientais (chuva, vento, maresia e etc) que venham a atuar sobre a mesma durante sua vida útil.

 

Tem-se analisado ao longo do tempo que está ocorrendo uma grande degradação dessas estruturas, em consequência de determinados problemas patológicos, associados ao uso ou ambiente em que essas estruturas estão inseridas.

 

Para tanto, em alguns momentos é necessário a verificação das condições estruturais da edificação para que assim seja mantida a sua segurança ou até mesmo em situações mais graves, a realização de um reforço estrutural.

 

Hoje estarei abordando os aspectos relativos ao teste de prova de carga não destrutivo como ferramenta de verificação.

 

2. Objetivo

 

O objetivo principal deste ensaio é de verificação da capacidade de carga das lajes da cobertura de uma escola com vistas à utilização como cobertura com acesso ao público, conforme preconiza a NBR 6120/80, o teste foi realizado considerando como carga de trabalho de 300 Kgf / m².

Para tanto, foi considerado como aceitável um deslocamento máximo de L/350 conforme a NBR 6118/2014, onde L é o menor vão da laje, ou seja, admite-se um deslocamento máximo de 11mm (3850/350) no centro da laje para atender o estado limite de serviço para cargas acidentais de pessoas. No caso das vigas este deslocamento é de 28mm (10.000/350). Com relação à fissuração é aceitável abertura de fissura da ordem de 0,3mm.

 

3. Aspectos Normativos e Roteiro

 

3.1 Obrigatoriedade de um ensaio de prova de carga

 

Em alguns países, existem regulamentos que estabelecem que certas estruturas de uso público (como pontes, por exemplo) devam ser entregues mediante uma prova de carga. Do mesmo modo, também estabelecem situações específicas, onde uma prova de carga deve ser executada obrigatoriamente.

 

No Brasil, a postura adotada, em relação às estruturas de concreto usuais, é a de que, se estas forem executadas de acordo com o projeto e se os materiais empregados forem aprovados nos ensaios de controle de qualidade, admite-se a aceitação automática da estrutura. Para as obras viárias, são empregados os mesmos critérios relativos à qualidade dos materiais, fazendo-se, paralelamente, uma verificação do projeto estrutural.

 

De acordo com a norma brasileira NBR 9607 (1986), uma prova de carga é recomendada em casos de eventual alteração das condições de utilização da estrutura, no caso de fases construtivas que acarretem solicitações excepcionais em parte da estrutura, após acidentes ou anomalias observados durante a execução ou utilização de uma estrutura, na falta total ou parcial de elementos de projeto, quando as condições construtivas são desconhecidas ou com a finalidade de estudar o comportamento de estruturas.

 

As provas de Carga Regulamentares são todas aquelas exigidas por prescrições técnicas, instruções ou regulamentos específicos, onde o comportamento da estrutura em serviço deve ser comprovado, como é o caso das pontes rodoviárias e ferroviárias e têm por objetivo comprovar a adequada concepção e execução das obras frente às cargas as quais estarão submetidas.

 

As Provas de Carga como Informações Complementares são aquelas efetuadas em ocasiões em que se mostre necessária à obtenção de informações complementares da estrutura. Por exemplo, no caso da ocorrência de problemas durante a fase de construção da edificação.

 

As Provas de Carga para Avaliar a Capacidade Resistente são aquelas utilizadas como meio de ser avaliada a segurança da estrutura.

 

3.2 Intensidade de carregamento

 

A intensidade do carregamento a ser aplicado durante uma prova de carga é parâmetro diferenciado entre os códigos avaliados.

 

A norma brasileira, NBR 9607 (1986), ao mencionar sobre o valor da carga de teste, propõe um valor numérico, denominado "fator de carregamento", que tem por finalidade indicar o nível de solicitação a que deve estar submetida uma seção ou ponto da estrutura durante uma prova de carga. O fator de carregamento é expresso por:

 

sendo que Fe é o esforço solicitante teórico devido ao carregamento de prova de carga e Fd é o esforço solicitante teórico devido ao carregamento de projeto.

 

Também são estabelecidos dois parâmetros pela norma, a "eficiência do carregamento" e o "fator de segurança do ensaio", Fs . A eficiência do carregamento é o menor valor obtido para o fator de carregamento e o fator de segurança do ensaio, Fs , é o menor valor obtido para as relações entre os esforços resistentes (Fu) e os esforços solicitantes (Fe), ocasionados pelo carregamento de prova. Fs é expresso por:

 

 

 

sendo que Fu é o esforço resistente último teórico da seção.

 

A Tabela 2, apresentada pela NBR 9607 (1986), estabelece o fator eficiência do carregamento em função do tipo e emprego do ensaio de prova de carga.

 

Já o ACI-318 (2002) especifica que o carregamento total do ensaio (incluindo carga permanente) aplicado nas estruturas não deverá ser menor que 0,85 (1,4D + 1,7L), onde D é a carga permanente e L é a carga variável, sendo permitida a redução de L de acordo co